Travessa Larga

" TRAVESSA: rua estreita e curta que estabelece comunicação entre duas ruas principais. " - - Por vezes pode ser larga...

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Localização: S.Maria, Sintra, Portugal

quarta-feira, abril 26, 2006

Apelo global para a acção contra a pobreza

Nuclear



Imagens de National Geographic Portugal - Revista de Abril 2006

NUCLEAR ASSASSINO

terça-feira, abril 25, 2006

ABRIL

ABRIL CEM PALAVRAS

Era uma vez

- Conta outra vez, avô. A história das flores.
- Dos cravos, palerma. Eram cravos.
- Isso. Conta, avô.

António sorriu. Não se cansavam de ouvir a mesma história. Já a contara vezes sem conta e eles queriam sempre mais. Ele atá gostava. Sentia-se orgulhoso de ter tomado parte no 25 de Abril. Era o seu legado para estes miúdos. O Amílcar bem tinha dito, naquele dia de Abril, no meio da multidão agradecida: « Já temos uma história para contar aos nossos netos.»
Sorrindo, António sentou-se junto deles e começou:
- Está bem. Então foi assim: saímos do quartel ainda de noite...


Ana Cristina - S.Pedro de Moel


Esta história foi publicada há uns anos num passatempo do Diário de Notícias


E para vocês, meus queridos netos, Joana, Daniel e João, o avô espera contar-vos um dia como recebeu o dia 25 de Abril de 1974

segunda-feira, abril 24, 2006

NEGRO


24 de Abril de 1974

Naquele dia já António Oliveira tinha caído há muito. Mas, num Palácio em Belém, ainda estava um Américo. Com um Marcelo em S. Bento. Perto deles andavam sempre uns homens sinistros.
Naquele dia, negro, muito negro, havía amigos que estavam presos. Em Caxias, no Aljube, Tarrafal.
Naquele dia, negro, muito negro, soldados em África morriam e matavam. Por nada.
Naquele dia outros homens, com coragem, preparavam-se para abrir janelas. Por onde entrasse Luz. E Liberdade.

domingo, abril 23, 2006

Livros

23 de Abril, Dia Mundial do Livro


Uma sugestão. Hoje, pelo menos, desliguem a televisão. E peguem num livro. Pequeno, grande, romance ou crónica. E leiam. Sózinhos, em silêncio. Ou, melhor, alto e em família. Um bom domingo. Com livros.

sábado, abril 22, 2006

Dia da Terra

Foto internet


22 de Abril. Dia da Terra
E como boa nova, a informação, no Diário de Notícias.
"Preservar e proteger as arribas litorais de Sintra é um dos objectivos do protocolo assinado ontem entre o Parque Natural Sintra-Cascais e a Câmara Municipal de Sintra... "



E, como sugestão para a poupança de energia e defesa do ambiente, que tal a adopção da ideia para os nossos pópós?

sexta-feira, abril 21, 2006

Jacuzi(s)


Recebida via e-mail

terça-feira, abril 18, 2006

Provocações


Não posso deixar de expressar o meu mais vivo repúdio por este conjunto de medidas que o Governo se lembrou agora de anunciar com o intuito declarado de combater a burocracia. É uma autêntica sanha persecutória contra um dos pilares-base da nossa organização social e um dos traços indeléveis na identidade nacional. Os gajos, que podiam perfeitamente entreter-se a cortar fitas e a despachar ofícios, viraram-se agora para esta palermice de reduzir papéis e documentos, certidões e registos e mais um rol infindável de abolições de procedimentos. Vê-se mesmo que é gente que não percebe patavina do que é que o pessoal mais necessita e que vai atrás de modernices idiotas sopradas por consultores que nunca levantaram o rabo das secretárias e que passaram a vida com a cabeça enfiada em compêndios e tratados.
Ora, acontece que a burocracia é precisamente uma das coisas boas que o país tem e que faz que a malta até goste de andar por cá em vez de zarpar para a estranja. Metade da actividade do país desenvolve-se a tratar de coisas e documentos inúteis, que dão trabalho a um ror de gente. Se insistirem nesta idiotice de acabar com a complexidade dos serviços públicos, vamos ter montes de malta no desemprego, as estradas e auto-estradas de que nos orgulhamos às moscas e um aumento considerável de depressões e suicídios.
A história é-nos vendida como uma coisa que se destina a facilitar a vida aos cidadãos.Mas quem é que lhes disse que a gente quer a vida facilitada? Quando deixar de ser preciso gastar uma manhã para marcar uma consulta, uma deslocação ao notário para uma escritura, trinta e dois documentos para comprar uma casa, ou ir para a bicha das finanças entregar o IRS, como é que o pessoal vai arranjar desculpas para se desenfiar do emprego e aproveitar para laurear a pevide, que é uma coisa essencial ao bem-estar psíquico das pessoas? E isto para não falar da instabilidade provocada pela ausência de motivos para dizer mal da vida e lamentar as chatices e os incómodos à mesa do café ou nas viagens de táxi, que são os locais que os portugueses elegeram para o exercício da democracia.
Mas o mais lamentável disto tudo é que deixamos de poder distinguir os espertos dos lorpas. A burocracia instalada era um mecanismo natural de selecção que levou anos a fio a montar. Os inteligentes e desenrascados conseguiam sempre dar a volta às dificuldades e armadilhas do sistema e eram capazes de sacar uma certidão do registo comercial no próprio dia enquanto os bananas espaeravam seis meses. Era um filtro natural e um magnífico modelo de avaliação de desempenho, que fica agora ameaçado. Apesar de tudo, estou confiante que a própria engrenagem seja capaz de suster esta ameaça. No mínimo, espero que para acabar com a burocracia seja necessário nomear uma meia dúzia de comissões e grupos de trabalho, e criar mais umas centenas de formulários e respectivas instruções de preenchimento que, bem geridas, poderão assegurar a perpetuação do sistema. A bem da Nação!

MANUEL RIBEIRO Economista " notíciasmagazine 02abr2006"

quinta-feira, abril 06, 2006

A Flor

Pede-se a uma criança: desenhe uma flor ! Dá-se-lhe papel e lápis.
A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas.
A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor !
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor !
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor !
José de Almada Negreiros
( De Travessa Larga-Sapo em 05.08.05 )

domingo, abril 02, 2006

De novo


engano s.m. 1 artimanha para iludir; 2 burla; logro; 3 erro: 4 ilusão (Deriv.regr. de enganar)

mentira s.f. 1 acto ou efeito de mentir; 2 engano propositado; ...


Dicionário da Língua Portuguesa 2006 - Porto Editora

1 de Abril - Dia dos enganos ou dia das mentiras ? Tanto faz. Era dia 1 de Abril. Hoje aqui estamos a rectificar. Amanhã (ou depois) há mais...(textos, não mentiras)


(...e os visitantes amigos e assiduos não o merecíam).

sábado, abril 01, 2006

Despedida

" Ardeu "



E agora a despedida. Passaram dias, meses, uns bons, outros nem por isso. Há uma margem de (nós) que fica satisfeita. Outra, nem por isso. Lembro-me daquele arco-íris lindo que apareceu junto ao mar. Inesquecível. Estava lá tudo. Os risos, os choros, tristezas mas também muitas alegrias. Ah, e o balancé ? O que eu gostava de lá andar. Voltava aos meus tempos de menino. Com um riso profundo pedia sempre mais: empurra, empurra!
E a Vida empurra-nos para o fim. De muitas coisas. Entre elas o fim desta Travessa. Chegou a hora do virar de página.